sábado, 22 de maio de 2010

Reflexões sobre a SI

Sabor e Saber
Nesta semana só posso comentar sobre a união do sabor com o saber, literalmente falando, trabalhar com o tema sobre a alimentação foi esta união. Juntar a alegria de brincar, construir, aprender e comer bem, é o caminho para um projeto de sucesso.
Observei que este projeto uniu muito mais que o sabor e o saber, uniram professor, alunos e comunidade escolar, o projeto proporcionou uma diferenciação entre alfabetizar que é a apropriação da leitura e da escrita com o letramento que é a pratica do uso da leitura e da escrita. Pois todos perceberam ao criar a receita, ao participar das atividades, que ler e escrever são realmente importantes para suas vidas e que tem um uso social.
Percebeu-se na pratica de alfabetizar letrando que ensinar a ler e escrever mostrando a aplicação desse novo conhecimento, é a verdadeira finalidade da leitura e escrita, é como dar um sentido ao nosso trabalho. O aluno com este projeto percebeu o quanto é importante saber ler e escrever através do sabor, do lúdico e do prazer em aprender.
E é muito importante a intenção do professor para este projeto dar certo, pois sem a intervenção do mesmo, em todos os momentos, o projeto ficaria sem objetivo e sem um por que.

sábado, 15 de maio de 2010

Refletindo sobre a SI

Penso que tecnologia e tudo que utilizamos em sala de aula e para preparar uma aula, e não somente o computador e a internet. Não podemos restringir agora o uso dessas tecnologias a uma boa educação e um bom trabalho, e dizer que somente dessa forma o professor terá sucesso e estará inserindo seus alunos em uma nova pedagogia. Digo isto porque não me sinto menos capaz de desenvolver um trabalho inovador na minha escola só porque não temos internet, e nem muito menos os alunos têm. Mas sinto que são tantas conquistas sociais na comunidade e na vida dos alunos, que a escola proporciona, que com certeza faz a diferença na vida deles.
Entendo que o uso do computador na educação tem o objetivo de facilitar a construção do conhecimento, e a construção e elaboração do processo de aprendizagem. Mas e quando não se tem isso? O que fazer? Será que somos menos privilegiados?
Tenho certeza que não, pois o uso dos computadores para estudantes e para o professor é essencialmente para a pesquisa, mas todos sabem que o único lugar para se pesquisar não é na internet. E nesse mundo cada vez mais informatizado, a escola só terá qualidade se integrar as novas tecnologias de comunicação de modo eficiente e crítico.
Segundo Paulo Freire (2005), a educação sozinha não transforma o mundo, mas transforma as pessoas e, essas sim, transformam o mundo. A necessidade de formar professores autônomos comprometidos, que insiram em sua prática docente a busca constante de informação e atualização profissional para realizar um bom trabalho, é urgente.
Mas não podemos limitar esta pratica somente ao uso do computador e internet, pois ensinar a aprender são desafios que o professor encontrou em todas as décadas de ensino, e a internet é somente mais um desafio de saber usar, de ter um objetivo de quando usar e para quê usar. E não se limitar a este trabalho como a única fonte de conhecimento.


FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido, Rio de Janeiro, Paz e Terra, 2005.

sábado, 8 de maio de 2010

Reflexões sobre a SI

Esta semana gostaria de refletir sobre como está sendo fácil planejar os conteúdos das aulas, usando o material que temos sobre as interdisciplinas realizadas durante os semestres. Na primeira semana de estágio não tinha percebido que tudo que precisamos para trabalhar estava lá no nosso portfólio, comecei a semana com o trabalho sobre o nosso município ao qual tinha tudo nas interdisciplinas de Estudos Sociais, Escola, Cultura e Sociedade, Questões Étnicos Raciais, História e Matemática. Mas só fui me dar conta disso na segunda semana, quando trabalhei os índios e me lembrei da interdisciplina que falava em dar um índio caracterizado para as crianças pintarem, nem falar que os índios vivem felizes na aldeia de deles, e nem pintar as crianças de índios para “tentar” mostrar um pouco de sua cultura. Tentei fazer o meu trabalho sempre trazendo a realidade para eles, e isto foi muito bom, porque eles próprios, os alunos, têm uma vivencia e me ajudar a contar a realidade dos índios.
Pensar em melhorar a nossa prática em sala de aula é sempre bom, por mais experiência que temos fazendo este trabalho por muito tempo, vejo que está cada vez mais difícil ensinar, os tempos são outros e a educação em si está muito frágil, precisando muito de um olhar pedagógico especial para ela. Um pensar diferenciado para ela, e não reproduzir a mesma coisa há anos. Inovar e buscar novas experiências.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Reflexões da Semana



As dificuldades de aprendizagem

Acredito que a cada ano que passa as dificuldades de aprendizagem na educação vem aumentando muito, cada vez mais nos deparamos com crianças ditas “normais”, que brincam, riem, dançam, cantam, se divertem, mas em sala de aula apresentam serias dificuldades de aprendizagem. Essas crianças são acostumadas a repetirem 2, 3 anos a mesma série e a conviver assim com o fracasso escolar.
Mas o que te fato causam estas dificuldades ainda pra mim é um desafio, pois as vezes penso que é emocional, ou psicológico, ou genético, associados a má alimentação, ou talvez desinteresse do aluno e da família ou neurológico, não sei de fato o que acontece, só sei que cada vez esta mais difícil lidar com problemas tão heterogêneos, só sei que uma das saídas é apostar na formação dos professores para atuarem nesta realidade em vez de procurarmos culpados por seus problemas.
Penso que não importa o problemas que a criança apresente, o melhor lugar para este acompanhamento é na escola, pois é no contexto de sala de aula que as coisas acontecem e se definem.
Todos nós passamos por dificuldades na vida (eu sei bem o que isto agora), e estas dificuldades alteram nosso comportamento, desempenho e forma de ver as coisas, se com adultos já é difícil imagino com as crianças, que passam deste muito cedo a acompanhar diversos problemas no âmbito familiar.
O professor precisa fazer o que ele é preparado a fazer, ou seja, ensinar, e não esperar por outro profissional adequado, todos nós temos a capacidade e preparo para isto, o que alguns tem é medo de não conseguir o objetivo e fracassar junto com o aluno.
Todas estas falas são de experiencias próprias, é o meu modo de ver a realidade escolar, não de uma forma administrativa, mas em sala de aula, direto com o aluno, trabalhando com uma turma igual a todas as outras, com diversos indivíduos cada um com sua personalidade própria e sua identidade.
Talvez não exista uma receita para o sucesso de todos os alunos e nem uma garantia que isto vá ocorrer, mas existe um caminho mais seguro para isto, que é a diversidade de conteúdos, é buscar caminhos diferentes, é buscar o que cada aluno tem de bom e privilegiar isto, e não marcar o lado negativo. Precisamos dar oportunidades de sucesso a todos.

sábado, 24 de abril de 2010

Reflexões da semana

Como o plano de aula é flexível, nesta semana eu mudei algumas coisas, são ideias de foram surgindo e que enriqueceram a pratica.

Para começarmos o tema Índios além da aula planejada passei para os alunos um filme documentado sobre o tema. DVD TV Escola – Pluralidade Cultura.

No segundo dia eles não trouxeram muitas sucatas então deixei a confecção dos artefatos para sexta-feira. Na quarta-feira foi feriado. E na quinta-feira foi à hora do conto com a professora Taciana que trabalhou a Fábula da “A Raposa e as uvas”, fez interpretação de texto, dobraduras e desenhos. Depois nos seguimos à aula.

Na sexta-feira não foi possível realizar a aula de educação física, que ficará para segunda-feira. A confecção do livro de hábitos de estudos será terminada no laboratório de informática, pois faltou a última parte para escrever “Porque precisamos estudar”.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Desafios

“Sou o intervalo entre o meu desejo e aquilo que o desejo dos outros fizeram de mim”
Fernando Pessoa
Esta semana analisando o meu aluno com dificuldades de aprendizado, pensei sobre os desejos de aprendizagem, pois às vezes parece que aquele entusiasmo que temos com nossos alunos quando estão sendo alfabetizados, dá força para conseguirmos o objetivo. Mas quando estamos com um aluno a cinco anos no 2º ano (11 anos de idade), penso, onde foi parar o desejo de aprender? Será que ainda resta algum?
Como diz a frase, não depende somente de mim, dos meus desejos, mas que os outros façam por mim também, em especial na aprendizagem, pois se o professor não acreditar mais, quem será que irá?
É imprescindível considerar a história de vida do aluno, resgatar a autoconfiança, autorizando-o a ser autor de sua própria história de vida e de seus desejos. Acreditar e trabalhar para isto.
Penso que muitos desistem por isto, alunos e professores, pois é muito difícil, o peso da repetência, do “fracasso” ainda é grande entre os alunos, resgatar a auto-estima de um aluno nestas condições é algo quase que surreal.
Meu aluno não tem desejo de aprender, a escola para ele não faz mais sentido, pois todos pensam que escola é lugar de aprender, e o que ele aprende lá? O que vai mudar em sua vida com esta aprendizagem?
Tudo isto é um dilema nas escolas ainda, pois não temos respostas para tudo, e digo sempre para minhas professoras que quando tudo dá errado, só nos resta o amor que temos pelos alunos. Amar o que fazemos e nossos alunos é uma solução de mestre, não podemos fazer milagres, não temos receitas, e nem o dom da perfeição, mas podemos fazer a diferença na vida deles com muito amor e carinho.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Planejamento

Penso que planejar não é apenas escrever o que vai ser dado para os alunos no dia seguinte, mas sim um pensar sobre nossa pratica de elaborar e executar nossos planos.
Quando vou planejar sempre penso no resultado final do trabalho e o porquê do mesmo. Penso em proporcionar um momento de aprendizagem que possa realmente fazer a diferença para os alunos, algo que seria fundamental para suas vidas. Sempre me imagino como aluno e o que fez a diferença para mim, pois sempre gostei de estudar e sei que foi em algum momento que uma professora me tocou e eu despertei para os estudos. Talvez se não houvesse este professor – que fez a diferença – eu estivesse trabalhando em outra profissão e sem a metade dos estudos que tenho hoje.
É importante planejar e tentar fazer a diferença em cada aluno, despertando o prazer de aprender.