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sexta-feira, 10 de abril de 2009

Indíos, Negros, Brancos, Amarelos, Azuis, Cor de Rosa...

Lendo os textos de Questões Étnicos-Raciais, Era uma vez uma menina muito bonita.Uma prática pedagógica relacionada com a questão racial em uma turma de alfabetização. De Luciane Andréia Ribeiro Leite. E o texto SEMANA INDÍGENA: AÇÕES E EFLEXÕES INTERCULTURAIS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES Ana Maria Petersen, Maria Aparecida Bergamaschi e Simone Valdete dos Santos. Quero destacar algumas observações que fiz destes textos.
“Trabalhar sobre a discriminação racial nas Séries Inicias é ao mesmo tempo um tema indispensável e complexo. Indispensável porque é neste momento que a criança está em formação física, cognitiva e moral, sendo assim, a intervenção pedagógica poderá contribuir para que ela venha conviver nesta sociedade, de múltiplas configurações étnicas, religiosas, culturais, compreendendo essas diferenças e como são produzidas na sociedade.
Complexo, pois envolve não somente os preconceitos dos alunos/as, mas também dos próprios professores.”Mas o que vejo nas escolas é justamente o contrario, pois na hora de dividir as turmas para os professores, nenhum quer pegar aquela turma com problemas sociais, raciais ou com alunos com necessidades especiais, física ou mental. Todo professor quer aquele sonho de sala de aula, onde todos os alunos são felizes e iguais”. No caso do negro e a questão racial, vejo que é muito difícil para nós professores tomarmos uma posição adequada, pois somos formadores de opiniões e muitas vezes somos mal entendidos diante a uma situação. Os próprios alunos têm preconceitos, os negros se excluem e tem preconceitos com eles mesmos, ou muitas vezes querem se valer de sua condição racial para obter conquistas (caso das cotas). Incluir os negros numa sociedade com oportunidades iguais não é sentir pena deles e achar que eles são menos capazes que os brancos. Mesmo que a situação no Brasil de discriminação é mais social do que racial. Eu vejo que um negro rico no Brasil é respeitado, mas o pobre, negro e favelado é discriminado e marginalizado mesmo antes de ser adulto.
No caso do texto da professora Luciane, ela achava que as crianças não tinham preconceitos? Vivendo no século XXI? Falta orientação para ela. A turma dela era tão preconceituosa que no primeiro dia de aula já íamos notar a depreciação ao negro. E vejo também que ela tinha medo de posicionar diante aos alunos. O professor não teve ter medo de posicionar diante suas convicções. O professor também não pode desconsiderar a vivencia que cada um já trás consigo, fazendo sempre um diagnóstico dos seus alunos.
Quando ela cita alguns livros e tipos de preconceitos que eles trazem pode se destacar também as pessoas magras, aquele tipo de conceito de felicidade, magra, olhos azuis e cabelos loiros.
“Trata-se também de um ‘racismo cordial’ na feliz expressão encontrada pela Folha de São Paulo, que, para fora, se mostra muito amável, mas na prática, reproduz hierarquias cristalizadas e intocadas”. (ibid. p. 156)
Penso que vivemos numa sociedade racista e temos consciência disso e não fizemos nada para modificar esta situação, estamos então na condição de racistas tanto quanto aquele que demonstra.
E o que posso destacar de mais importante no outro texto é que “Para abolir o” pintar as crianças de índio “e anunciar a existência de uma cultura indígena própria que luta por uma escola diferenciada, pela demarcação de suas áreas de terra ancestrais, pela sua sobrevivência”, não preciso dizer mais nada depois dessa frase, né!!!!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

O Respeito

Fazendo um elo nas interdisciplinas de Questões Etnicas-Raciais, onde estamos discutindo os verdadeiros valores a serem trabalhados sobre as etnias dos Negros e Índios, e Necessidades Educacionais Especiais que fala sobre a inclusão, vejo nas duas interdisciplinas um processo de respeitar o diferente modificando nosso modo de ver e agir diante as reformas que estamos vivendo nesta década da educação. Como diz o texto de Ana Maria Petersen, precisamos respeitar de uma forma específica, os povos indígenas, em sua cosmologia, não apenas no seu dia especial, mas sendo todo dia de índio. Precisamos abolir o “pintar as crianças de índio” e anunciar a existência de uma cultura indígena própria que luta por uma escola diferenciada, pela demarcação de suas áreas de terra ancestrais, pela sua sobrevivência.
“Todo dia é dia de índio”.
Podemos falar também no respeito ao “aluno especial”, na sua trajetória histórica marcada pela negligencia e omissão, onde incluir requer transformações que não ocorrem, a escola já é em espaço que por si própria não consegue lidar com seus alunos ditos “normais”, imagina os “especiais”. Como sita o texto de Arlete Aparecida Bertoldo Miranda “porque muito pouco de especial é a realizado em relação às características de sua diferença”.
Se tratando a todos estes casos especiais, índios, portadores de necessidades especiais, negros, o primeiro passo para a escola e a diferenciação curricular, é adequar a estrutura escolar para esses alunos e isto não se refere apenas ao espaço físico, mas sobre tudo, nos conteúdos, nas avaliações e na prática em sala de aula.
Sem contar com o dilema do Antropólogo Francês, em Filosofia, que respeita toda a forma de cultura dos povos como sendo uma questão de ética dele, mas se esquece que precisamos olhar o passado pensando no futuro e vivendo o presente. Respeitar não significa aceitar tudo como é sem questionar e intervir para novas possibilidades, como na história da inclusão, precisamos mudar o que muitos e muitos anos foi uma questão de cultura.