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segunda-feira, 8 de junho de 2009

CONAE

Conae – Conferência Nacional de Educação

Gostaria de colocar nesta semana, como foi importante discutir entre professores, funcionários e pais, algumas metas para a educação. Penso que este é o começo de uma democracia, de uma educação igualitária, de boa qualidade e para todos.
Minha escola ficou para debater com o eixo VI – Justiça Social, Educação e Trabalho: Inclusão, Diversidade e Igualdade, que veio de encontro com a proposta de trabalho da escola e com nossas interdisciplinas cursadas neste semestre.
Em certo momento até subestimei as pessoas que iriam participar do debate – pais – pois vejo que muitos não lutam por seus direitos e são acomodados quanto à políticas públicas. Mas me surpreendi, pois o que foi falado e levantado no debate, são fatos ocorridos em todos os lugares e que os pais sabem muito bem que precisam cobrar e melhorar.
Ficou excelente, falamos sobre igualdade entre raças, etnias, orientação sexual, pessoas com deficiência física, transtornos, usamos exemplos diretos na comunidade, exemplo de jornais, novelas, revistas, e debatemos como lidar com o preconceito, com a discriminação, superando as desigualdades sociais.
Os pais colocaram suas angústias, quanto a racismos de negros, pobreza, e falta de cultura em geral. Vários pais relataram suas experiências com várias situações, as professora também relataram as dificuldades em atender alunos especiais; falando de uma vez que a escola tinha um cadeirante e a escola não estava preparada, materialmente, para esta inclusão e precisou de adaptar com recursos próprios. E outro aluno com paralisia mental, que alguns pais tiveram resistência para aceitar este aluno. Mas relatamos como as crianças aprenderam para toda a vida a respeitar o outro e suas diferenças.
Buscamos o que é de direito de todos, valorizando o profissional, incluir é uma coisa, integrar é outra, o que está acontecendo em nossa sociedade é mais uma integração do que inclusão de verdade, pois falta o apoio de profissionais adequados para trabalhar, como psicopedagogos, fonoaudiólogos, neurologistas, psiquiatras e outros profissionais. Os pais relatam a angústia que um pai passa quando precisa de uma ajuda desses profissionais no SUS. È um descaso com a parte mais pobre e humilde, pois não bastam leis e projetos, se de fato não temos o que é de direito básico, saúde e cidadania.
O que está previsto em lei no documento referencial é ótimo, discutimos e concordamos com todos os itens, mas será que isto sairá do papel? Esta foi nossa grande dúvida, pois temos certeza que a escola está aberta para esta transformação, e os pais também estão se adaptando com a realidade, mas o governo? O que podemos esperar de concreto?
O que sentimos é que nunca se falou tanto em Educação e seus parâmetros, mas falta mais a prática, a ação, precisamos melhorar, entre tantos setores, principalmente o setor de educação e saúde, pois assim estaremos garantindo um futuro melhor para todos.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Inclusão

Lendo os textos indicados do livro, percebi o quanto é importante e necessário discutirmos e principalmente o entendimento sobre o assunto da inclusão, bem como o conhecimento que temos que ter sobre o aluno para melhor poder ajuda-lo.
Como já falei anteriormente em meu blog, acho que não podemos ter um aluno em nossa escola com algum tipo de deficiência simplesmente para integra-lo, sem de fato que acha uma inclusão. E como fazer esta inclusão se não tivermos a informação? Falar em inclusão é falar de todo, é ver a escola como uma entidade ruptora de fragmentos, uma escola que faz a diferença.
Gostei do estudo da plasticidade neural vem nos demonstrar que o ser humano é ilimitado e que, apesar das condições genéticas ou neurológicas, o ambiente tem forte intervenção nesses fatores. Quanto mais o meio promove situações desafiadoras ao indivíduo, mais ele vai responder a esses desafios e desenvolver habilidades perdidas ou que nunca foram desenvolvidas. Se propusermos situações de acordo com a limitação da criança, ela não encontrará motivos para se sentir desafiada. Uma criança com atraso no desenvolvimento
motor, ou com uma paralisia cerebral, quando incluída em ambiente escolar inclusivo, tem inúmeras razões para se sentir provocada a desenvolver habilidades que não desenvolveria em um ambiente segregado.
Outro fato é a importância da Educação Infantil para o processo de inclusão, o quanto mais cedo a criança ser estimulada maior o aprendizado, vejo que uma criança com deficiência o que ela mais precisa é tempo, ela tem seu tempo e precisa ter seu espaço e que isto seja respeitado.
Buscando construir bases e alicerces para o aprendizado, a criança pequena com deficiência
também necessita experimentar, movimentar-se e deslocar-se (mesmo do seu jeito diferente); necessita tocar, perceber e comparar; entrar, sair, compor e desfazer; necessita significar o que percebe com os sentidos, como qualquer outra criança de sua idade.
Hoje, é indiscutível o benefício que traz, para qualquer criança, independentemente de sua condição física,intelectual ou emocional, um bom programa de educação infantil.
A criança bem como o todo o seu redor não podem negar a deficiência, demonstrando que é necessário assumi-la para superá-la.
Ser diferente é normal quando olharmos com olhos de superação e observando que todos tem seu tempo e que ter uma deficiência não significa necessariamente que ele seja incapaz; a incapacidade poderá ser minimizada quando o meio lhe possibilitar acessos.
Para terminar destaco uma parte do texto que diz:”Deficiência – toda perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica que
gere incapacidade para o desempenho de atividade, dentro do padrão considerado
normal para o ser humano.
Eu acrescentaria a palavra “algumas”, antes de atividades, pois acredito que deficiência gera incapacidade mas para algumas atividades e não generalizando.
“... deficiência não torna as pessoas com poucas possibilidades, mas sim com possibilidades diferentes” . Vigotsky

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Vivências

“O Ministério da Educação implementa a política de inclusão educacional, fundamentada os princípios éticos do respeito aos direitos humanos, na proposta pedagógica que propõe ensinar a todos os alunos, valorizando as diferenças de cada um no processo educacional e na concepção política de construção de sistemas educacionais com escolas abertas para todos”.
“Nessa perspectiva, a educação especial envolve um amplo processo de mudanças para a implantação de sistemas educacionais inclusivos, revertendo as propostas convencionais de criar programas especiais para atender, de forma segregada, alunos com necessidades educacionais especiais e inserindo os gestores públicos e os profissionais da educação na elaboração de políticas para todos, que contemplem a diversidade humana”. (INCLUSÃO - Revista da Educação Especial - Dez/2006).
O que eu senti participando dos fóruns e lendo a respeito do assunto, da inclusão, em várias revistas, artigos e notas que saem na imprensa toda hora, é que precisamos ter calma mesmo. Senti que num contexto geral esta política educacional gera conflitos, provoca reflexão e polêmica. Pois trabalhamos, podemos ver aqui nos debates dos fóruns, as diversas idéias e caminhos que provocam a quebra de paradigmas educacionais. Estes mesmos envolvem, entre tantos outros aspectos, a redefinição e organização de uma nova forma de ensinar o pedagógico e o processo de aprendizagem e de ensino.
Nada melhor que a prática para aprendermos a trabalhar com o diferente, acho que incluir esses alunos especiais em sala de aula tem uma vantagem de aumentar o interesse da turma inteira em discutir o assunto, de inserir esses conteúdos diversificados que até tão pouco tempo ninguém falava. Esse assunto proporciona uma chance ímpar a todos para aprender atitudes de solidariedade e cooperação. Alem de aumentar nosso senso critico de olhar o mundo com um aspecto mais humano, respeitando e acabando com o preconceito. Ver o outro e se colocar no seu lugar nos faz pensar em nós e o quanto temos que aprender com as dificuldades e interferir na sociedade lutando por igualdade e oportunidade para todos.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

O Respeito

Fazendo um elo nas interdisciplinas de Questões Etnicas-Raciais, onde estamos discutindo os verdadeiros valores a serem trabalhados sobre as etnias dos Negros e Índios, e Necessidades Educacionais Especiais que fala sobre a inclusão, vejo nas duas interdisciplinas um processo de respeitar o diferente modificando nosso modo de ver e agir diante as reformas que estamos vivendo nesta década da educação. Como diz o texto de Ana Maria Petersen, precisamos respeitar de uma forma específica, os povos indígenas, em sua cosmologia, não apenas no seu dia especial, mas sendo todo dia de índio. Precisamos abolir o “pintar as crianças de índio” e anunciar a existência de uma cultura indígena própria que luta por uma escola diferenciada, pela demarcação de suas áreas de terra ancestrais, pela sua sobrevivência.
“Todo dia é dia de índio”.
Podemos falar também no respeito ao “aluno especial”, na sua trajetória histórica marcada pela negligencia e omissão, onde incluir requer transformações que não ocorrem, a escola já é em espaço que por si própria não consegue lidar com seus alunos ditos “normais”, imagina os “especiais”. Como sita o texto de Arlete Aparecida Bertoldo Miranda “porque muito pouco de especial é a realizado em relação às características de sua diferença”.
Se tratando a todos estes casos especiais, índios, portadores de necessidades especiais, negros, o primeiro passo para a escola e a diferenciação curricular, é adequar a estrutura escolar para esses alunos e isto não se refere apenas ao espaço físico, mas sobre tudo, nos conteúdos, nas avaliações e na prática em sala de aula.
Sem contar com o dilema do Antropólogo Francês, em Filosofia, que respeita toda a forma de cultura dos povos como sendo uma questão de ética dele, mas se esquece que precisamos olhar o passado pensando no futuro e vivendo o presente. Respeitar não significa aceitar tudo como é sem questionar e intervir para novas possibilidades, como na história da inclusão, precisamos mudar o que muitos e muitos anos foi uma questão de cultura.

segunda-feira, 23 de março de 2009


DEFICIÊNCIAS - Mario Quintana (escritor gaúcho 30/07/1906 -05/05/1994 ) .
"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.
"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês. "Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda. "Diabético" é quem não consegue ser doce.
"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:
"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.
"A amizade é um amor que nunca morre. "

Achei muito linda esta definição de "deficiência", escrita por Mario Quintana - meu amor - como sempre seu olhar vai além das pessoas e das imagens reias...nada melhor que esta poesia para começarmos nossos trabalhos, de reflexão, neste ano de 2009...