segunda-feira, 20 de abril de 2009

Vivências

“O Ministério da Educação implementa a política de inclusão educacional, fundamentada os princípios éticos do respeito aos direitos humanos, na proposta pedagógica que propõe ensinar a todos os alunos, valorizando as diferenças de cada um no processo educacional e na concepção política de construção de sistemas educacionais com escolas abertas para todos”.
“Nessa perspectiva, a educação especial envolve um amplo processo de mudanças para a implantação de sistemas educacionais inclusivos, revertendo as propostas convencionais de criar programas especiais para atender, de forma segregada, alunos com necessidades educacionais especiais e inserindo os gestores públicos e os profissionais da educação na elaboração de políticas para todos, que contemplem a diversidade humana”. (INCLUSÃO - Revista da Educação Especial - Dez/2006).
O que eu senti participando dos fóruns e lendo a respeito do assunto, da inclusão, em várias revistas, artigos e notas que saem na imprensa toda hora, é que precisamos ter calma mesmo. Senti que num contexto geral esta política educacional gera conflitos, provoca reflexão e polêmica. Pois trabalhamos, podemos ver aqui nos debates dos fóruns, as diversas idéias e caminhos que provocam a quebra de paradigmas educacionais. Estes mesmos envolvem, entre tantos outros aspectos, a redefinição e organização de uma nova forma de ensinar o pedagógico e o processo de aprendizagem e de ensino.
Nada melhor que a prática para aprendermos a trabalhar com o diferente, acho que incluir esses alunos especiais em sala de aula tem uma vantagem de aumentar o interesse da turma inteira em discutir o assunto, de inserir esses conteúdos diversificados que até tão pouco tempo ninguém falava. Esse assunto proporciona uma chance ímpar a todos para aprender atitudes de solidariedade e cooperação. Alem de aumentar nosso senso critico de olhar o mundo com um aspecto mais humano, respeitando e acabando com o preconceito. Ver o outro e se colocar no seu lugar nos faz pensar em nós e o quanto temos que aprender com as dificuldades e interferir na sociedade lutando por igualdade e oportunidade para todos.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Indíos, Negros, Brancos, Amarelos, Azuis, Cor de Rosa...

Lendo os textos de Questões Étnicos-Raciais, Era uma vez uma menina muito bonita.Uma prática pedagógica relacionada com a questão racial em uma turma de alfabetização. De Luciane Andréia Ribeiro Leite. E o texto SEMANA INDÍGENA: AÇÕES E EFLEXÕES INTERCULTURAIS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES Ana Maria Petersen, Maria Aparecida Bergamaschi e Simone Valdete dos Santos. Quero destacar algumas observações que fiz destes textos.
“Trabalhar sobre a discriminação racial nas Séries Inicias é ao mesmo tempo um tema indispensável e complexo. Indispensável porque é neste momento que a criança está em formação física, cognitiva e moral, sendo assim, a intervenção pedagógica poderá contribuir para que ela venha conviver nesta sociedade, de múltiplas configurações étnicas, religiosas, culturais, compreendendo essas diferenças e como são produzidas na sociedade.
Complexo, pois envolve não somente os preconceitos dos alunos/as, mas também dos próprios professores.”Mas o que vejo nas escolas é justamente o contrario, pois na hora de dividir as turmas para os professores, nenhum quer pegar aquela turma com problemas sociais, raciais ou com alunos com necessidades especiais, física ou mental. Todo professor quer aquele sonho de sala de aula, onde todos os alunos são felizes e iguais”. No caso do negro e a questão racial, vejo que é muito difícil para nós professores tomarmos uma posição adequada, pois somos formadores de opiniões e muitas vezes somos mal entendidos diante a uma situação. Os próprios alunos têm preconceitos, os negros se excluem e tem preconceitos com eles mesmos, ou muitas vezes querem se valer de sua condição racial para obter conquistas (caso das cotas). Incluir os negros numa sociedade com oportunidades iguais não é sentir pena deles e achar que eles são menos capazes que os brancos. Mesmo que a situação no Brasil de discriminação é mais social do que racial. Eu vejo que um negro rico no Brasil é respeitado, mas o pobre, negro e favelado é discriminado e marginalizado mesmo antes de ser adulto.
No caso do texto da professora Luciane, ela achava que as crianças não tinham preconceitos? Vivendo no século XXI? Falta orientação para ela. A turma dela era tão preconceituosa que no primeiro dia de aula já íamos notar a depreciação ao negro. E vejo também que ela tinha medo de posicionar diante aos alunos. O professor não teve ter medo de posicionar diante suas convicções. O professor também não pode desconsiderar a vivencia que cada um já trás consigo, fazendo sempre um diagnóstico dos seus alunos.
Quando ela cita alguns livros e tipos de preconceitos que eles trazem pode se destacar também as pessoas magras, aquele tipo de conceito de felicidade, magra, olhos azuis e cabelos loiros.
“Trata-se também de um ‘racismo cordial’ na feliz expressão encontrada pela Folha de São Paulo, que, para fora, se mostra muito amável, mas na prática, reproduz hierarquias cristalizadas e intocadas”. (ibid. p. 156)
Penso que vivemos numa sociedade racista e temos consciência disso e não fizemos nada para modificar esta situação, estamos então na condição de racistas tanto quanto aquele que demonstra.
E o que posso destacar de mais importante no outro texto é que “Para abolir o” pintar as crianças de índio “e anunciar a existência de uma cultura indígena própria que luta por uma escola diferenciada, pela demarcação de suas áreas de terra ancestrais, pela sua sobrevivência”, não preciso dizer mais nada depois dessa frase, né!!!!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

O Respeito

Fazendo um elo nas interdisciplinas de Questões Etnicas-Raciais, onde estamos discutindo os verdadeiros valores a serem trabalhados sobre as etnias dos Negros e Índios, e Necessidades Educacionais Especiais que fala sobre a inclusão, vejo nas duas interdisciplinas um processo de respeitar o diferente modificando nosso modo de ver e agir diante as reformas que estamos vivendo nesta década da educação. Como diz o texto de Ana Maria Petersen, precisamos respeitar de uma forma específica, os povos indígenas, em sua cosmologia, não apenas no seu dia especial, mas sendo todo dia de índio. Precisamos abolir o “pintar as crianças de índio” e anunciar a existência de uma cultura indígena própria que luta por uma escola diferenciada, pela demarcação de suas áreas de terra ancestrais, pela sua sobrevivência.
“Todo dia é dia de índio”.
Podemos falar também no respeito ao “aluno especial”, na sua trajetória histórica marcada pela negligencia e omissão, onde incluir requer transformações que não ocorrem, a escola já é em espaço que por si própria não consegue lidar com seus alunos ditos “normais”, imagina os “especiais”. Como sita o texto de Arlete Aparecida Bertoldo Miranda “porque muito pouco de especial é a realizado em relação às características de sua diferença”.
Se tratando a todos estes casos especiais, índios, portadores de necessidades especiais, negros, o primeiro passo para a escola e a diferenciação curricular, é adequar a estrutura escolar para esses alunos e isto não se refere apenas ao espaço físico, mas sobre tudo, nos conteúdos, nas avaliações e na prática em sala de aula.
Sem contar com o dilema do Antropólogo Francês, em Filosofia, que respeita toda a forma de cultura dos povos como sendo uma questão de ética dele, mas se esquece que precisamos olhar o passado pensando no futuro e vivendo o presente. Respeitar não significa aceitar tudo como é sem questionar e intervir para novas possibilidades, como na história da inclusão, precisamos mudar o que muitos e muitos anos foi uma questão de cultura.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Minhas principais conquistas em 2008 e espectativas para 2009!!!



Tenho a impressão que o ano de 2008 ainda não passou, principalmente o último semestre, por que foi muito rápido. Minha jornada aqui na UFRGS tem sito muito gratificante. Uma das coisas que mais me ajuda é o fato de estarmos trabalhando e aprendendo juntos, sinto mais segurança no meu trabalho agora que estou cursando Pedagogia, pois sei que se tenho uma dificuldade, seja ela qual for, tenho para onde correr e tirar minhas dúvidas.
Acho que as principais conquistas estão no dia-a-dia, em ver meus alunos aprendendo, em poder ajuda-los, em construir uma aprendizagem significativa. Este semestre que passou foi para, principalmente, pensar na escola mais organizada, melhor preparada para seus alunos, pais e comunidade, foi para discutir direitos e deveres de ambos, defender a democracia, pensar na escola democrática e seus resultados.
Trabalhamos com pesquisa também neste semestre que foi algo incrível, pois sei o quanto é significativo para nós e para os alunos buscarmos a própria aprendizagem e descobrir coisas novas assim. Falar também das perceptivas da educação como marxistas, os ideias de Erikson, Paulo Freire, Weber, Rogers...
Aprendi a usar novas ferramentas na internet e fiz novas amizades também, pois os grupos se espalharam e convivemos com novas pessoas, o que foi uma troca muito grande.
Uma frase que me chamou muito a atenção foi: “Todo fazer é um conhecer e todo conhecer é um fazer”.Maturana. Um grande pensador, talvez o melhor do semestre que eu tenha lido.
Confesso que estou colocando somente o lado bom do semestre, por que gosto de ver o lado positivo das coisas, pois estamos aqui por escolha nossa, por outro lado, acho que foi muito gratificante, mas também bem cansativo. Muitos textos difíceis, muitos conteúdos e pouca didática em si, não eram como estávamos acostumados em Matemática, por exemplo, Estudos Sociais e Ciências. Mas foi muito bom.
Acho que este semestre também vai ser parecido com o anterior, muita teoria e textos para ler, uma carga horária bem grande e muitos desafios, mas tudo bem, estou empolgada para chegar a formatura e agora é só alegria, RETA FINAL, praticamente. Aleluia!

segunda-feira, 23 de março de 2009


DEFICIÊNCIAS - Mario Quintana (escritor gaúcho 30/07/1906 -05/05/1994 ) .
"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.
"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês. "Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda. "Diabético" é quem não consegue ser doce.
"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:
"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.
"A amizade é um amor que nunca morre. "

Achei muito linda esta definição de "deficiência", escrita por Mario Quintana - meu amor - como sempre seu olhar vai além das pessoas e das imagens reias...nada melhor que esta poesia para começarmos nossos trabalhos, de reflexão, neste ano de 2009...


segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Auto - Avaliação do PA

Mesmo com um pouco de insegurança ao realizar o PA, no início, acho que consegui atingir o objetivo do trabalho. Pois trabalhei com entusiasmo e dedicação, realizei as pesquisas e devolvi o projeto, não sozinha, mas em grupo.
No modo geral nosso grupo custou um pouco a entender qual o objetivo da aprendizagem (achávamos que era para realizar com os alunos), mas ao passar do tempo, com a ajuda da professora, fomos tomando um novo rumo e o trabalho deslanchou então.
Achei um processo mais demorado de aprendizagem, mas que foi mais gostoso de realizar, gera alguns conflitos, pois somos pessoas, do grupo, diferentes e precisamos sempre estar em sintonia como um todo.
O trabalho foi realizado com sucesso e espero que continuemos fazendo estas aprendizagens mais significativas para nós.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Auto Avaliação

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
FACULDADE DE EDUCAÇÃO
CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA A DISTÂNCIA - PEAD
INTERDISCIPLINA: Escola, Cultura e Sociedade: uma abordagem sociocultural e antropológica.
PROFESSORA: Carmem Machado
NOME COMPLETO DA ALUNA: Thais Natali Haag
DATA DA POSTAGEM: 23 / 11 / 2008
NOME DA ATIVIDADE: 08 – Auto Avaliação


Acho que atendi bem a todas as atividades e solicitações feitas pelas professoras e tutoras. No modo geral não acho que houve algum dilema e nem conflito durante o semestre. Sempre que possível participei de fóruns e me manifestava com opiniões e sugestões. Entreguei todos os trabalhos no prazo certo, sem dificuldades.
Sempre estou lendo muito, leio a revista Nova Escola, que traz reportagens muito boas sobre todo o andamento da escola e educação, leio jornais e a revista Época que também traz atualizações sobre o mundo, que são informações importantes para nós professores que queremos formar cidadãos leitores e autônomos de seus pensamentos.
Contudo posso dizer que meus pensamentos são um mesclado de tudo que leio, observo e faço durante meu dia. Costumo disser que ultimamente minha vida está todo ligada na Pedagogia, tudo que vejo sobre escola e educação já presto atenção e tendo usar as informações na teoria do meu curso.
Acho que são muitas coisas importantes para o nosso desenvolvimento e formação, uma delas discutida nos trabalhos é a questão da ética, que ao meu ver é fundamental para todos profissionais e alunos. Como citei no trabalho sobre o que é ser professor?“A ética é inseparável da prática educativa, não importa se trabalharmos com crianças, jovens ou adultos precisamos sempre lembrar que a educação é algo que transforma e assim modifica para sempre” (Freire 1997). E confirmo minha fala que diz: “Ser professor é ter bom senso, coerência e dedicação aos alunos e pelo próprio magistério. Todo professor deve ter respeito por si mesmo, sua profissão e pelo educando, sua experiência de vida e saberes anteriores”.
Lembro do texto de KANT, que diz que nem todos foram feitos para pensar, que há trabalhos distintos para cada ser humano. Ainda não gostei desse autor, pois acho que o processo de socialização não deve ser diferenciado.
Gostei também dos textos de Max Weber e concordo com ele no que diz que sempre uma classe será dominada e outra dominadora. Acho que o tema é bem real nos dias de hoje ainda.
Sobre Marx a conversa no fórum foi muito boa, gostei das falas das minhas colegas e discutimos muito sobre o capitalismo. Uma fala da Zilá que quero citar aqui foi assim: “Em tua escrita revelaste já o porquê de Marx teorizar que a classe trabalhadora deveria cuidar da educação de seus filhos. Porque a classe dominante sempre cuidou dos seus. Se hoje existem escolas particulares com toda a infraestrutura e com crianças bastante curiosas é porque os dominadores, com a ajuda do Estado protegeram suas vontades. A escola pública é fruto deliberado da ação da classe dominante com a ajuda do Estado para manter os filhos do proletariado em estado de miséria para que possam trabalhar para os oriundos das particulares. A convivência fraterna em meio a profundas desigualdades é só uma máscara”.
Com certeza não esquecerei dessas palavras.
Em fim posso citar também neste texto a fala do autor Maurice Tardif, discutiu o que é ensinar para nós professores em uma linguagem clara e objetiva, usando muito bem nossa realidade muitas vezes tão conflitante, entre os conteúdos, métodos e realidade, ele acrescenta: “Concretamente, ensinar é desencadear um programa de interações com um grupo de alunos, a fim de atingir determinados objetivos educativos relativos à aprendizagem de conhecimentos e à socialização”.





Bibliografia: Paulo Freire, Pedagogia da Autonomia – Saberes necessários a prática educativa. São Paulo, Brasil.
FREIRE, Paulo. Cartas. In Pedagogia da Indignação. Petrópolis: Vozes, 1998.