quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Outro ponto positivo foi alguns trabalhos que revisitei, um exemplo é o trabalho sobre aprendizagens, que depois de olhar o filme Ms. Holland “Adorável Professor”, escrevi outro texto modificando meu pensar sobre o assunto ou corroborando sobre o mesmo.

Vejo que nesta época (2º semestre) minhas aprendizagens e postagens eram muito mais ligadas as aulas, aos alunos e aos conteúdos em si, hoje analisando minhas últimas postagens notei que escrevo e penso mais na escola como um todo, não somente na sala de aula. Minha fala e reflexões são num contexto geral da escola, e isto acho bom, pois o que sempre percebi nas aulas em geral, na UFGRS, é ter este olhar além dos muros da escola e ensinar além dos livros didáticos, informando e levando o aluno a refletir e a ter um pensamento libertador.

Como li no texto de Charlot (interdisciplina de ESCOLA, PROJETO PEDAGÓGICO E CURRÍCULO), aprender é apropriar-se do que foi aprendido, é tornar algo seu, é "interiorizá-lo". Contudo, aprender é também se apropriar de um saber, de uma prática, de uma forma de relação com os outros e consigo mesmo... que existe antes que eu a aprenda, exterior a mim. A problemática da relação com o saber recusa-se a definir a aprendizagem partindo apenas do movimento daquele que aprende ou das características daquilo que é aprendido. O que importa, como já se explicou, é a conexão entre o sujeito e o saber, entre o saber e o sujeito.

O que é aprendido só pode ser apropriado pelo sujeito se despertar nele certos ecos: se fizer sentido para ele. As relações com o mundo, com os outros e consigo que a apropriação de uma ou de outra forma do patrimônio pressupõe e desenvolve não são as mesmas; não é entrar na mesma figura do aprender, não é assumir a mesma postura.

Esta definição é exatamente o que aconteceu comigo no curso da UFGRS, assumi uma nova postura diante do mundo, as aprendizagens foram interiorizadas em mim, apropriei-me, porque representou um eco, me apaixonei, porque aprender é apaixonar-se, é preciso fazer com prazer, amor e sabor.

Exemplo do texto retirado do blog onde mostra uma reformulação das respostas diante as novas aprendizagens:

A aprendizagem ocorre apenas na escola?
Não. A aprendizagem não se detém nos limites da escola, sendo importante à interação com meio extra escolar, onde o educando possa socializar saberes.

Complemento da resposta anterior: De acordo com o filme Ms. Holland “Adorável Professor” pude ver de uma forma muito emocionante como a aprendizagem se deu, pois ele saiu dos limites da escola, fazendo com que suas aulas e ensinamentos fossem além desse ambiente e abrangesse a vida dos alunos, ensinando para a vida deles, para que utilizassem dessa aprendizagem nas suas vidas.
O que fez eu ver o quando o professor deve ser presente nas vidas dos alunos, pois ele pode modificar a vida deles.

2- Quando o professor "ensina", sempre ocorre aprendizagem?
A aprendizagem se dá quando o aluno interage com o professor em uma troca de saberes.
De acordo com o filme também pude ver que não, ele era um professor que sabia muito o conteúdo que iria ensinar, mas não tinha a didática para isto. Assim não ocorria a aprendizagem. Ele precisava interagir com seus alunos, ele ficava muito distante deles, não queria nem saber o nome dos alunos, nada de suas vidas e nem de suas aprendizagens anteriores.
Quando ele se deu por conta que assim ele não estava atingindo seus alunos, começou a perceber mais os mesmos, conhecendo-os, interagindo e assim modificando sua forma de dar aulas e até mesmo ultrapassando as barreiras de uma escola tradicional. Ele inovou, ousou e se apaixonou pela educação, o que fez uma grande diferença para ele e seus alunos.



Revisão do Curso 2010

Ao ler meu blog, primeiramente senti um certo desgosto pelos erros de português que são muitos. Não que agora eu esteja escrevendo perfeitamente, mas procurei melhorar ao longo do curso minha postura diante ao falar e escrever. Senti que merecia este amadurecimento por que minhas ideias são boas - modesta a parte – gosto dos textos que leio, ainda penso da mesma forma pra mais, porque quando entrei na UFRGS sabia o que queria da vida e apostei nisso, ou seja, no meu crescimento.

Algo que notei é que coloquei imagens, dos alunos, sem autorização para isto. Ao escrever os textos pensava que era para escrever algo sobre cada disciplina, sobre o conteúdo em si, e depois fui modificando meu pensar e vendo que poderia escrever coisas que pensava e acreditava sobre a educação em si, num contexto geral.

Depois ao ler as postagens de Artes Visuais, me deu saudades, da turma (alunos), da época e principalmente de trabalhar a disciplina que tanto gostei, um pouco da escolha do meu TCC se deu aos conteúdos desenvolvidos nas disciplinas de Artes Visuais, Literatura Infantil e Ludicidade.

Gostei muito do filme (Ms. Holland – Adorável Professor) e o olhar que depositamos nele ao discutir o que é aprendizagem, algo bem presente no nosso dia a dia, e quando paramos para pensar “quando é que o aluno aprende?”. Como se faz uma aprendizagem significativa? Discussões que abriram uma nova linha de pensamento e um novo jeito de discutir, ou seja, uma ferramenta nova para mim até então, que é o fórum.

Estudar na UFGRS foi e ainda é, uma aprendizagem além da área da pedagogia, ela ultrapassou os muros da escola e hoje podemos dizer que modificou além, ela abriu oportunidades de colocação no mercado de trabalho, ela aumentou a auto estima, interferiu nas nossas casas, com nossas famílias ao tornarmos letradas da tecnologia, ela nos posicionou melhor diante ao modo de pensar e olhar o mundo, e ao modo de fazer educação.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Construção

Penso que tudo na vida é em forma de construção, com a forma de uma pirâmide, pois se não tivermos um bom alicerce, uma boa base, bem firme, consistente, não poderemos chegar até a ponta. Na educação a base, o alicerce é a formação teórica, é o pensar e o refletir sobre nossos objetivos. Foram 7 semestres de formação para agora realizar nosso verdadeiro dom de ensinar. E o que mais eu aprendi nisso tudo foi que a vida continua, que as crianças são a continuidade de nossas aprendizagens, é para elas que nos esforçamos tanto e vem delas a recompensa de nossos estudos e dedicação.
Refleti muito nesses dias e cada vez mais obteve a certeza de como diz Paulo Freire: “Educação é um ato de amor e coragem”, penso nessa frase em todos os sentidos na minha vida. Sei que foi muito difícil conciliar tudo, não sei de onde vem a força e a esperança, mas consegui e sei que o melhor para eles e para mim foi feito, pois a base era forte e assim pude subir ao topo com firmeza, amor e coragem.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Educar é....

Trabalhar com o tema sobre lixo, meio ambiente, consientização, natureza, é um tema que não acaba nunca, este projeto faz parte do dia a dia da escola e da turma. É ótimo ver o lado positivo que o projeto traz para a escola e para seus alunos, mas também é triste ver, às vezes, que muito do que foi falado não será cumprido. No passeio ao Jardim Botânico, depois de muito se falar, pesquisar, descobrir e refletir sobre o tema do meio ambiente e sua preservação em sala de aula, vi um aluno meu jogar um papel de bala no chão. Fiquei muito triste com o ocorrido e todos perceberam minha indignação.
Sei que 100% é um número muito alto de alcançar, e meu prazer em ver quase todos interagindo e descobrindo coisas novas no passeio ao Jardim Botânico, foi maior que a frustração.
Precisamos plantar sementinhas nos nossos alunos para que aos poucos possamos transformá-los em futuros educadores ambientais, bem como cidadãos de respeito, coisas que nosso país precisa muito.
Talvez a árvore demore a crescer, talvez nem cresça como pretendemos, mas o que vale é que nós professores, sonhadores e idealizadores, por uma educação melhor e mais eficaz, devemos continuar semeando e cultivando essas sementinhas, o que não podemos deixar de fazer é plantar, pois assim estaremos cruzando os braços para tudo que acreditamos.
Em FIM ...“Educar é fornecer os meios e acompanhar processo de desenvolvimentos”.

domingo, 30 de maio de 2010

Precisamos Refletir

Nesta semana posso falar sobre o prazer de ensinar e aprender e o quanto é necessario a reflexão em tudo em que fizemos.
Penso que se não pararmos para pensar e refletir sobre algo que aprendemos ou simplismente fizemos no nosso dia a dia, este mesmo se torna com pouco valor e sem o verdadeiro significado da aprendizagem. Exempo disso seria o uso de um método para a alfabetização, eu não uso um método específico e nem sou contra ou a favor de um, como a verdade absoluta, mas penso que mesmo o método mais duvidoso de se usar, quando é trabalhado de uma maneira reflexiva sobre algo, ele dará certo. Outro ponto é o uso da televisão em casa, me pergunto: será que a televeisão é culpada por tudo? Ou seja, pela falta de atenção e educação que a sociedade vem demostrando? Ou é a falta de reflexão sobre a mesma? Penso que é a falta de reflexão. Pois as informações vem de um jeito ou de outro ao alcançe de nossas crianças toda hora, mas precisamos filtral essas informações muitas vezes desapropriadas para elas, fazer-se pensar sobre a mesma e dialogar entre as famílias. A falta de diálogo entre as famílias hoje é muito grande, e tudo isto acaba refletindo na sala de aula.
O que me fez refletir nesta semana sem dúvida nenhuma é a vontade de dar aulas, tinha esquecido como é bom estar na sala de aula, conversando, aprendendo com os alunos e construindo novas concepções de aprendizagens. Exemplo disso foi nosso projeto de alimentação, que no final foi a nutricionista palestrar para eles, mas quem na verdade deu uma palestra foram os alunos, me orgulhei muito deles, pois sabiam tudo, e participavam e respondiam as perguntas da nutricionista com tanto entusiasmo que todos se encantaram. Como é bom quando algo da certo.